quinta-feira, 4 de maio de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (VI)

Instruir a criança no caminho em que deve andar (PV 22:6) é uma orientação bíblica dirigida aos pais e que não pode ser negligenciada, nem transferida a terceiros, mesmo que esses sejam cristãos: avós, tios, babás, professores, etc. Nada tira a responsabilidade, que foi dada por Deus, exclusivamente aos pais. É dever dos pais ensinar, treinar e guiar os filhos no caminho do bem, da obediência, no caminho de Deus. Devemos guiá-los no caminho certo, no caminho da sabedoria.

“Guardem no coração todas as palavras que hoje declarei a vocês solenemente, para que ordenem aos seus filhos que obedeçam fielmente a todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 32:46).

DEVER COMO PAIS:

Como pais, temos a obrigação e o dever de colocar na cabeça de nossos filhos, desde cedo, a noção do que é certo e o que é errado; o que pode e o que não pode; o que agrada e o que não agrada a Deus, por um motivo simples: é o que a Bíblia manda fazer. Devemos explicar e ensinar a eles, no caminhar, no sentar à mesa ou na ida à igreja: quem é Deus, a Sua Aliança conosco e o Evangelho de Cristo.

Se deixarmos que as crianças escolham por si próprias, com certeza farão a escolha errada. Isso que psicólogos, sem o temor de Deus pregam: de que devemos deixar as crianças escolherem, está errado à luz da Palavra de Deus. Jamais devemos abandonar nossos filhos às suas próprias tendências e caprichos.

“A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe” (Provérbios 29:15).

Não são os gostos e desejos da criança que devem ser consultados, ao contrário do que o mundo tem ensinado, porque a criança ainda não sabe o que é bom para a sua mente, para o seu corpo, nem para a sua alma. Ela não tem condição de decidir o que deve comer, o que deve beber e como deve se vestir. Não deixe-a diante de uma tv ou de um computador sem sua supervisão constante. Mostre a ela que, como tudo nesse mundo, na tv ou na internet, temos coisas boas e ruins, coisas apropriadas para cada idade e coisas que não são apropriadas para um cristão.

A vontade própria é, geralmente, a primeira coisa que surge na mente de uma criança, e a nossa primeira ação deve ser o de resistirmos a ela. Não podemos ceder na primeira birra, mas devemos aproveitar cada momento para ensiná-la a maneira correta de agradar a Deus, pois viemos dEle e para Ele vamos voltar, para prestar contas do que fizemos nesta Terra.

Eu lembro que uma vez meu menino mais velho apareceu na minha frente calçando meus sapatos e me imitando. Eu vi aquela sena e aproveitei pra ensiná-lo: “filho, pra tudo tem um tempo. Vai chegar o tempo em que você vai ter a idade e o tamanho correto para usar o sapato correto, assim como em tudo na vida”.

Ficamos sem entender como pais cristãos, bem sensatos, demoram admitir que seus filhos cometeram alguma falta ou merecem uma repreensão. Faça isso enquanto é cedo. Faça enquanto ele é pequeno, quando ele crescer será tarde demais!

“Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Efésios 6:4).

Outra coisa, não menos importante, é para que não cessemos de orar para que Deus aplique nossos ensinamentos no coração de nossos filhos. Temos que lembrar que o coração humano é pecaminoso, é assassino, vem de uma depravação da raça que pertencemos. A base de tudo vai ser o ensino que ele receber. Daí a importância de ensiná-los os caminhos de Cristo e orar pra que Deus tenha misericórdia.

A criança que cresce, seguindo o caminho que aprendeu dos seus pais, ela vai se desenvolver de acordo com os princípios que foi colocado no coração dela desde cedo. Se ela é ensinada e instruída conforme a Palavra de Deus, certamente quando crescer ela vai decidir seguir esse caminho. É a Palavra de Deus que garante isso. Por isso não podemos falhar no ensino para, depois, não ficarmos buscando saber onde foi que erramos.

Se você já perdeu a oportunidade de instruir o seu filho nesse caminho, porque ele já cresceu, ore por ele. Se você perdeu essa fase de instrução bíblica, e ele anda lhe dando trabalho, aumente sua oração em favor de seu filho, para que Deus tenha misericórdia.

“Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas” (Lamentações 2:19)

Que Deus aplique, no coração e na mente de todos, esta reflexão.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

NASCER DE NOVO: MUDANÇA DE MENTE E DE CORAÇÃO (II)

 
Quando nascemos em Cristo, por ação do Espírito Santo, a regeneração nos faz entender (reconhecer) que somos pecadores; confessamos e arrependemos dos nossos pecados. Assim, somos convertidos em Cristo e acontece o “Novo Nascimento”; o nascimento espiritual (novo coração).

Ao tempo em que acontece a mudança de coração, ocorre a metanoia, que é a mudança da mente. Daí, mudamos a direção de nossa vida: nossas atitudes e caminhar. Entramos num processo chamado santificação, onde nosso caráter vai sendo moldado à maneira de Deus.

“...Jesus declarou: Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo" (João 3:3).

Por Cristo Jesus, somos justificados; somos convertidos na mente e no coração e, quanto mais buscamos as coisas de Deus; quanto mais buscamos seguir os passos de Cristo, mais aumentamos em comunhão, santificação e crescemos em fé.

“Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:23-24).

Santificação, não quer dizer que o cristão “virou santo”, de forma alguma; Santo só Deus! O processo de santificação, quer dizer separação. O velho homem se afasta das coisas que antes praticava sem o menor constrangimento, dor na consciência ou pudor. Santifica-se no andar, no agir, no temperamento, na maneira de ser, e segue nesse processo, uns mais rápidos, outros mais lentos. Esse processo só termina com na morte ou no arrebatamento. É um processo lento e gradual na vida do cristão.

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).

“Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo” (Romanos 5:17).

Meditemos nisso!

Que Deus aplique Sua Palavra em nossos corações.



terça-feira, 2 de maio de 2017

NASCER DE NOVO: MUDANÇA DE MENTE E DE CORAÇÃO (I)

O homem tem tendência a ser "deus" dele mesmo; não quer aceitar ninguém para o guiar; quer ser autossuficiente; acha que não precisa de Deus. O interessante é que, o argumento da autossuficiência, foi usado pela serpente - o inimigo de nossas almas – para convencer Eva a pecar, ficando contra o Criador.

“Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

A verdade é que, desde a infância, ao darmos os primeiros passos, falarmos as primeiras palavras e termos os primeiros “entendimentos”, já queremos ser independentes; começamos a achar que não precisamos nem de nossos pais. E, por conta disso, começa uma guerra que atravessa a fase infantil, adolescente (aborrecente), jovem (delinquência juvenil) e adulta (adultera) - fiz questão de colocar desta forma, pois são fases que achamos saber de tudo! Mas, a verdade é que, sempre, declinamos para as coisas do mal; olhamos para nosso próprio umbigo, buscamos nossos interesses e, na queda, corremos para o suporte dos pais.

A Bíblia diz que nosso coração é enganoso e assassino; que já nascemos inclinados ao pecado. Por isso, a “decisão” de ser cristão, sem ser guiado pelo Espirito Santo, é tendenciosa e interesseira. Praticar o bem e fazer “boas obras” sempre é bom, mas não é suficiente para caracterizar a pessoa como um cristão convertido. Pode-se fazer “boas obras” por interesse, por consciência pesada, por remorso etc.

“Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias”  (Mateus 15:19).

Quando a gente se converte e "DECIDE" seguir a Cristo - isso não se faz por uma "decisão" nossa. Em princípio, parece meio contraditório, mas não é. O ponto “X” da questão é que, se essa decisão vem por nós mesmo, tem algo errado. Certamente uma hora ou outra nos desviaremos, esfriaremos e não conseguiremos continuar no caminho, pois, não temos condição nenhuma de decidir seguir a Cristo, se por Ele não formos tocados. Homem nenhum chega a Deus por seguir a lei (ser legalista) ou por suas obras, seus méritos, seus meios, seu querer. Quando decidimos algo por nós mesmos, sem Cristo em nossa vida, decidimos para o mal e não para o bem.

“Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado (Romanos 3:20).


Por isso, carecemos da Graça de Cristo, das consolações do Espírito Santo, para nos consagrarmos e santificarmos a Deus”.A bíblia fala que devemos conhecer o cristão pelo fruto do Espírito que aparece no caminhar dele. Quem não “nasce de novo” cansa rápido, tenta levar uma vida cristã por si, mas anda um tempo e não se firma; não se segura na prática da Palavra, pois o Caminho que nos conduz a Salvação é estreito e, sem o Espírito Consolador, não conseguimos.

“Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los. Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer” (Tiago 1:21-25).

A mudança do verdadeiro cristão começa pela ação do Espírito Santo, que regenera o coração e a mente do “homem caído”. Na mudança do coração, o “velho homem” deixa de ter um “coração de pedra” e recebe um “coração de carne”, ou seja, o coração é purificado de todo o mal e volta-se para as coisas do bem; volta-se para Deus.

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas”! (2 Coríntios 5:17)

“Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Então agirão segundo os meus decretos e serão cuidadosos em obedecer às minhas leis. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus”. (Ezequiel 11:19-20)

Continua...


Meditemos nisso! Que Deus aplique Sua Palavra em nossos corações.


sábado, 29 de abril de 2017

VONTADES

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas”.
 (Provérbios 3:5-6)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (V)

Deus quer que a mulher se realize na manutenção do lar, na relação conjugal com o marido e no crescimento dos filhos, amando-os e cuidando para que o lar viva na harmonia estabelecida por Ele; é a mulher virtuosa citada em provérbios:

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins. Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida” (Provérbios 31:10-12).

O PAPEL DA MULHER NA FAMÍLIA

A mulher virtuosa é ajudadora do marido, jamais cabeça da casa. Isso não quer dizer que ela tenha que viver em função de atividades domésticas; até porque, diante da situação que o mundo se encontra, se faz necessário, muitas vezes, ela trabalhar fora de casa e ter uma condição de auxiliar o marido e terem um pouco mais de conforto em casa. No entanto, dentro do padrão de Deus, ela não deve ser provedora principal ou responsável pelo lar.

No mundo pós moderno, muitas mulheres reclamam, algumas com razão, pois seus maridos não tomaram a posição de "cabeça" - e vão trabalhar, submissas a gritos de um(a) chefe, em regime de 8/12h horas de trabalho/dia, em troca de um salário. Outras, até têm um emprego bom, mas a relação custo benefício, muitas vezes não vale a pena. Elas perdem a paz no lar, o controle na educação dos filhos, a comunhão da família, etc. O resultado tem se refletido na sociedade como um todo: alto índice de divórcios, crianças criadas por babás ou avós, crianças abandonadas pelas ruas, pedintes, e o desenfreado aumento da violência.

A Bíblia não proíbe a mulher de trabalhar fora de casa. No entanto, ensina quais as prioridades da mulher no lar. Negligenciar marido e filhos para trabalhar fora de casa, definitivamente não é de Deus. Mas, se o trabalho não prejudicar o amor e a harmonia do lar, nem o cuidado com o marido e os filhos, é perfeitamente compreensível, para que, como ajudadora, possa auxiliar no sustento da casa, cada um exercendo seu papel, conforme determinação divina.

A verdade é que, inverter os papéis dentro de casa, ou a mulher ocupar um papel que foi determinado por Deus para o homem, é desobedecer princípios bíblicos estabelecidos para que o propósito de Deus se cumpra na família.

PONTOS A DESTACAR:

1) Nada impede que a mulher trabalhe para auxiliar nas finanças do lar:

“Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha. Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos. Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite” (Provérbios 31:16-18).

“Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes” (Provérbios 31:24).

2) A mulher virtuosa cuida do ensino das Sagradas Escrituras para os filhos. Cuida da oração intercessora de mãe, em favor dos filhos e do marido.Temos muitos exemplos de homens de Deus que aprenderam o Evangelho inicial por suas mães. Vejamos o caso de Timóteo, que foi educado e doutrinado pela mãe e pela avó:

“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Loide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você” (2 Timóteo 1:5).

“Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:14-17).

3) A mulher virtuosa cuida da educação dos filhos, papel importantíssimo dentro do lar. Cuida para ensinar as mulheres jovens como serem boas esposas e mães. Cuida na formação das filhas, no que se refere a feminilidade, educação sexual, comportamento social, relacionamento com o sexo oposto, etc.

“Semelhantemente, ensine as mulheres mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, a não serem caluniadoras nem escravizadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o que é bom. Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:3-5).

A questão aqui não é tratar do que é moralmente certo ou errado, é trazer à reflexão o que gera harmonia e paz, prosperidade espiritual e material dentro do lar. 

Quando os princípios da Palavra não são observados, abre-se a brecha para ação maligna no lar; primeiro por conta da desobediência a uma determinação de Deus e, segundo, porque fora do padrão de Deus, a médio e longo prazo, a relação fica insustentável.

Quando cada um trabalha dentro do papel que Deus ordenou, o nome do Senhor é glorificado e há prosperidade para toda a família.

RESPONSABILIDADES RECÍPROCAS

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas” (Eclesiastes 4:9)

Na relação conjugal e familiar, marido e mulher também têm responsabilidades recíprocas. As informações e situações devem ser compartilhadas: O Planejamento familiar (cuidando das necessidades, etc); a administração financeira (receitas, despesas, aquisição de bens, etc); a educação dos filhos (controle dos estudos, cuidado com a saúde, o lazer, a formação do caráter, os bons hábitos, etc) e o cuidado com a vida espiritual e realização da obra do Senhor, são exemplos de que é necessário um compartilhar sem sobrecarregar.

Tanto homens como mulheres têm singularidades dadas por Deus para se completarem. No entanto, a comunicação é imprescindível para a boa harmonia familiar.  Dialogar com respeito, amabilidade, compreender e valorizar o ponto de vista do outro, é base para seguirem com as demais atividades.

Meditemos nisso!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (IV)

O PAPEL DO HOMEM NA FAMÍLIA:

Como “cabeça” da família, o homem precisa entender seu papel no lar e no processo de paternidade. Precisa ter a coragem e a atitude que teve Josué; deve decidir por conduzir a família no caminho de Deus, cumprindo os outros princípios e responsabilidades, conforme as recomendações das Sagradas Escrituras:

“...Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR" (Josué 24:15).

A primeira atitude a tomar, para entrar nos propósitos de Deus, é a obediência à Palavra dEle. Ao obedecer, temos a garantia da própria Palavra, de que seremos abençoados; se não obedece, vive-se por conta própria. E, observando os exemplos que temos na história da Bíblia e da humanidade, podemos prever qual seja o resultado final da desobediência.

Segundo a Bíblia, cabe ao homem liderar e conduzir o seu lar no temor do Senhor. Ele deve ser, debaixo da Graça de Cristo, o provedor do sustento e da proteção de seu lar. O marido não pode, jamais, deixar essa responsabilidade nas costas da esposa. Pois, biblicamente falando, não é atribuição dela.

"pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador" (Efésios 5:23).

É importante registrar, que a autoridade do homem no lar não deve ser imposta para seus próprios interesses e caprichos. A autoridade do homem como “cabeça” tem por missão ser provedor, cuidador, protetor e, com o auxilio de Cristo, solucionador dos problemas que surgem. Ele deve guiar a esposa e os filhos na busca pelo desenvolvimento físico, mental, social e espiritual.

O papel do homem e da mulher são bem definidos na Bíblia. Nesta reflexão, quero me ater ao papel do homem na família. Na próxima, falarei sobre o papel da mulher.

Ao longo da história, infelizmente, temos visto uma completa inversão de papeis dentro do lar. Devemos, portanto, tomar cuidado com o que o mundo e a mídia nos bombardeiam diariamente. Com essa confusão, chega a ficar difícil para os filhos identificar quem é a autoridade dentro de casa; seja porque a mulher tem assumido um lugar que não é o dela, seja porque o homem tem negligenciado sua missão de ser o “cabeça” da família.

PONTOS A DESTACAR:

1) O homem deve ser sacerdote para a família; deve ser o líder espiritual do lar; deve ensinar, guiar e edificar a família no Senhor:

“Abraão será o pai de uma nação grande e poderosa, e por meio dele todas as nações da terra serão abençoadas. Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus filhos e aos seus descendentes que se conservem no caminho do Senhor, fazendo o que é justo e direito, para que o Senhor faça vir a Abraão o que lhe prometeu" (Gênesis 18:18-19 ).

2) O homem também deve ter responsabilidades junto a sua comunidade cristã e ocupar cargos. Contudo, a Bíblia registra algumas recomendações que devem ser aplicadas a todos os homens casados, dentre elas, a de que eles governem o seu lar:

“Ele deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade” (1 Timóteo 3:4).

3) O homem deve trabalhar para prover o sustento da família:

“Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará" (Gênesis 3:19).

“Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém” (1 Tessalonicenses 4:11-12).

“Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo” (1 Timóteo 5:8).

Além das obrigações como esposo, o homem tem responsabilidades como pai. Deve, também, auxiliar na educação, cuidando da formação dos filhos homens, afirmando os valores de sua masculinidade; orientar sobre sexualidade e relação com o sexo oposto; ensinar habilidades com trabalhos manuais; praticar atividades esportivas, etc.

4) Como pai, devemos assumir nossa responsabilidade em relação à disciplina e correção dos erros e atitudes dos filhos, para que não recaia sobre nós, e sobre eles, nenhum mal. O pai, jamais, pode ser omisso no auxílio à esposa, quanto a educação, disciplina e correção dos filhos.

“Nessa ocasião executarei contra Eli tudo o que falei contra sua família, do começo ao fim. Pois eu lhe disse que julgaria sua família para sempre, por causa do pecado dos seus filhos, do qual ele tinha consciência; seus filhos se fizeram desprezíveis, e ele não os puniu” (1 Samuel 3:12-13).

Continua... 

Meditemos nisso!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (III)

Quando usamos a Bíblia como base na educação de nossos filhos, o fazemos debaixo da autoridade divina. Assim, devemos buscar, da parte de Deus, sabedoria para termos condições de conduzir esse processo, que é complexo e difícil. Sendo firme e coerente, desenvolvemos um relacionamento de confiança que, certamente, refletirá na adolescência e por toda a vida de nossos filhos.

“Guardem no coração todas as palavras que hoje declarei a vocês solenemente, para que ordenem aos seus filhos que obedeçam fielmente a todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 32:46).

Essa recomendação de Moisés, descrita em Deuteronômio, tinha por objetivo evitar que os filhos de Israel se desviassem do caminho do Senhor; a preocupação era para que eles não se entregassem aos prazeres da carne, nem adorassem outros deuses. Entendemos, então, que a obediência é o primeiro princípio a se observar.

Se esperamos que nossos filhos sejam seguidores de Cristo, então precisamos educá-los para estarem preparados para serem diferentes de seus colegas não cristãos, no que se refere ao comportamento externo e, principalmente, nas atitudes do coração.

“E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

Como pais, devemos tomar muito cuidado, pois nossos filhos, na verdade, pertencem a Deus! Somos mordomos daquilo que Deus nos confia! E Ele nos concede, na missão de educarmos no Seu caminho, para louvor da Sua Glória e do Seu Reino. Por esse motivo, a responsabilidade de ser pai é muito grande, pois haveremos de prestar contas diante de Deus.

É nosso dever, como pais cristãos, educar nossos filhos para que sejam moralmente responsáveis por seus atos; para que suas vidas sejam governadas pelos preceitos de Cristo no coração. 

Devemos educar nossos filhos para que tenham capacidade de distinguir o certo do errado; para que sejam guiados na escolha do que seja biblicamente correto; para que entendam, desde cedo, que Cristo é o nosso Senhor e Salvador.

Continua...

Meditemos nisso!


terça-feira, 25 de abril de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (II)

É preciso compreender que nosso conhecimento, por maior que seja, ele é limitado. Por isso, o verdadeiro cristão vive sob a Graça de Cristo, e sabe que é Ele quem dá força, sabedoria e discernimento para viver neste mundo.

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

É comum hoje vermos muitos pais desorientados quanto à educação de seus filhos. A maioria se veem perdidos diante de uma filosofia que propõe uma educação aberta e liberal. No entanto, a sabedoria e as instruções que precisamos para educar nossos filhos estão na Bíblia. Não adianta procurar em livros de autoajuda ou em livros escritos por psicólogos seculares, que não conhecem a Palavra de Deus. Vai perder tempo! Basta sermos guiados pelo que Deus colocou em nossa mente, como criaturas e, como filhos de Deus, seguir o que diz a Sua Santa Palavra.

Ao perguntarmos as pessoas se criar filhos dá trabalho, certamente a grande maioria diz que sim, que é muito trabalhoso, etc. Ouso discordar de quem assim pensa. Criar filhos nunca deu trabalho, nem nunca vai dá! Criar filho qualquer um pode criar. Aliás, é o que muitos têm feito por ai; coloca filho no mundo e cria! Cria de todo jeito, quando cria, pois sabemos que grande parte dos pais nem isso fazem.

E o resultado qual é? É o que estamos vendo ai: de baleia azul a crianças mimadas, depressivas, suicidas, obesas, cheias de gosto, sem nenhum amadurecimento, mas cheias de razão e atitudes erradas.

Criar filhos não dá trabalho! Educar filhos dá trabalho! Educar filhos é difícil! Requer atenção, carinho, disponibilidade, paciência, amor, compreensão e entendimento da Palavra de Deus, pois se não tiver, não terá as habilidades necessárias para uma boa educação. Por isso e para isso, carecemos da Graça de Cristo. 

Apesar do trabalho, não tem nada mais prazeroso do que educar um filho no caminho do Senhor. Quem educa uma criança à maneira de Deus, sabe do que estou falando. Educar com base bíblica e com bons exemplos, é ver o resultado saltar aos olhos, é nos encher de paz e felicidade.

O livro de Salmos Capítulo 127 e Verso 3 diz: “os filhos são herança do senhor, uma recompensa que ele dá.” E isso é uma verdade! Filho é uma arvorezinha que Deus entrega para nós cuidarmos, regarmos dia a dia, zelarmos e educarmos de acordo com Sua Palavra. O resultado? Cristo é glorificado. É para louvor da Sua Glória e crescimento do Seu Reino. 

Por isso, nosso lar deve ser nossa primeira igreja; nossa esposa e filhos devem ser nossos primeiros discípulos; falo como pai. Se assim não for, o resto está todo comprometido. Não vai adiantar dizer que é uma pessoa de fé, que pratica boas obras e é religioso. Não vai adiantar usar o nome de Jesus a todo instante, se dentro de casa não dá bom exemplo de esposa e pai.

Nós cristãos, cremos, sem sombra de dúvidas, no que está escrito na Bíblia – “eu sou o que a Bíblia diz que eu sou, eu posso o que a Bíblia diz que eu posso, eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho” - e lá está escrito: “instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

Se a Bíblia, que é a Palavra de Deus, nos diz para educar nossos filhos no caminho do bem, no caminho certo, no caminho do Senhor, e ela garante que quando ele crescer não vai se desviar desse caminho. Porque nós cristãos haveríamos de discordar? Por qual motivo nós vamos duvidar? Por qual motivo vamos fazer diferente?

O mundo secular tem feito diferente e não tem educado seus filhos à maneira de Deus. O mundo secular tem criado, e não educado seus filhos! E o resultado disso não tem sido bom para as famílias, nem para a sociedade, nem para os próprios filhos.

Como cristãos, não podemos duvidar nenhum milímetro desta Palavra. Eu sou resultado e prova viva do cumprimento desta Palavra. A prova de que esta Palavra é verdadeira, também se materializa no fato de eu estar aqui, 46 anos depois, escrevendo e praticando a educação de filhos, conforme a Palavra ensina.

Os argumentos de muitos psicólogos seculares, que não conhecem a Palavra e não têm o temor de Deus, não podem, jamais, fazer mudar o entendimento do cristão. 

Infelizmente muitos desavisados acreditam nas teorias, muitas vezes malignas, desses "ditos profissionais". Escutamos de tudo: “criança é assim mesmo”; “ah, a gente fez que pode”; “demos o melhor”; “da forma que educamos um, educamos o outro”; “temos que respeitar o direito de escolha deles”; “não podemos dizer muito "NÃO" para a criança porque traumatiza”; e por ai vai.

Lamentamos lhe informar: se você está pagando um preço alto pela situação de seu filho, sentimos muito, mas o erro foi seu! Tenho certeza absoluta de que você não o educou conforme a Bíblia sagrada orienta. É duro ouvir isso, mas é a verdade! Se o filho se comporta de maneira que não é condizente com um coração educado, com atitudes dignas, o errado são os pais que não o educou no temor da Palavra de Deus. Por outro lado, se você cumpriu a Palavra na educação do seu filho, descanse no Senhor, pois se ele se encontra longe dos caminhos do Senhor, espere e confie em Deus, pois no tempo certo tudo ira se cumprir.

Sabedor disso, devemos buscar, constantemente, discernimento e sabedoria junto ao nosso Deus para, termos condições de educar nossos filhos à maneira dEle. É fácil? Não! Certamente não é, pois temos que andar na contra mão do mundo; temos que caminhar por caminhos estreitos e, enquanto o mundo apresenta o prazer e a satisfação das circunstâncias, da individualidade, da felicidade casual, nós apresentamos, aos nossos filhos, o temor da Palavra, a Salvação e a felicidade eterna em Jesus Cristo. Tenha certeza que, quem está em Cristo é mais que vencedor. Por isso, meu conselho é: use a Bíblia como seu manual de vida, que você será bem sucedido e a Palavra se cumprirá em você em em sua família.

Continua...

Meditemos nisso!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ: FAMÍLIA E SOCIEDADE SÃ (I)

Sabemos que todos os males da sociedade têm sua origem no coração do homem; e o que assistimos na atualidade é o reflexo de famílias desestruturadas, sem amor e sem Deus. 

“Ensina a criança o caminho que deve andar e quando crescer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

O que é bom à família cristã, é bom á sociedade. O que não é bom à família cristã, também não é bom à sociedade  - e o contrário também é verdadeiro.

Hoje, começo uma série de reflexões sobre educação de filhos. Os pontos que estarei abordando são, sobretudo, o que aplico no dia a dia, na educação dos meus filhos: tenho dois, o mais velho com nove anos e o mais novo que vai fazer oito.

Venho de uma família de oito filhos: três mulheres e cinco homens. Fomos educados numa época em que tudo era proibido. A palavra mais ouvida em nossa infância era “NÃO”. 

Atualmente, psicólogos sem conhecimento das coisas de Deus, dizem que o “NÃO” é uma palavra que pode traumatizar. O “NÃO”, agora, é para os pais, não mais para os filhos. Diz o pai: “NÃO posso traumatizá-lo”. 

Por esse e outros motivos, é comum vermos pais levando tapa de filhos com 1, 2, 3 anos de idade; outros, gastam o que não têm, em brinquedos e festas de aniversários, só para realizar os desejos dos filhos, sem avaliar as consequências disso. 

Atualmente, pode-se tudo! E o resultado? A sociedade já conhece e sofre com seus efeitos.

Hoje em dia, é difícil ouvir os pais dizerem “NÃO” aos filhos. O resultado disso, são crianças crescendo sem freio, sem nenhuma noção da realidade do mundo. Muitos, quando adolescentes, e até mesmo na fase adulta, têm surtos quando escutam um “NÃO”, seja do professor, do pastor, do guarda de trânsito, do chefe, da namorada, etc. "Eles se acham"! Acham que abusar é normal! Por isso, levam o restante da fase adulta frustrados pelos muitos “NÃO´S” que a vida dá. Uma vez frustrados, ficam desobedientes, usam drogas, roubam; e daí por diante! O resultado? A sociedade vive o caos!

Como fruto da educação que tive, e como cumprimento da Palavra de Deus na vida de meus pais e na minha, é que entendo e reconheço, que a Palavra é que nos conduz pelo caminho do bem, da honestidade, do bom caráter, do amor e da Salvação por Jesus Cristo.

Escrevo sobre o tema, graças a educação cristã que tive, e das orações de minha mãe que, conduzida pelo Espírito Santo, seguiu os ensinamentos da Palavra; Palavra que me fez enxergar o que Deus tinha preparado para mim. 

Sou fruto das orações de meus pais; da educação cristã que eles me proporcionaram; do amor e da misericórdia de Deus; e do agir do Espírito Santo em minha vida. Se fora diferente, certamente não estaria escrevendo esta reflexão, mas fazendo parte da triste estatística de violência.

Entendo que o “NÃO” que eu ouvia quando criança, era uma palavra usada para nos proteger de um mundo maligno e cruel. E, os filhos desse mundo moderno, estão carentes e necessitados de ouvirem “NÃO'S”. 

Por causa dos “NÃO'S” que ouvi quando criança, fui protegido de muitas coisas ruins que o mundo me apresentou. E é por isso que eu creio na educação que tem por base o amor e a Palavra de Deus, pois só assim se consegue entender o “NÃO”, o castigo e o corretivo dos pais. 

Meditemos nisso!

domingo, 23 de abril de 2017

LUZ

Aos que vivem "levados pela vida" ou "deixando a vida levar", andam sem objetivo, sem destino, aceitando o que a perspectiva humana lhes oferece. Deus, porém, oferece a esperança de vida eterna. O que prefere, ou qual tem sido sua escolha? "

"Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida" (Provérbios 6:23).